Coaching em gerenciamento de projetos - parte II

Voltando ao assunto de coaching em gerenciamento de projetos, trago hoje uma questão recorrente em projetos organizacionais, aqueles que têm um foco mais interno, cujos clientes diretos são primeiramente os próprios colaboradores e as demais áreas de uma mesma organização.

Ilustrarei este tema com uma situação típica que vivenciei há duas semanas que se refere a um projeto de pesquisa e desenvolvimento, ou inovação, em que a responsável por escrevê-lo era eu, mas o responsável por “projetá-lo” e executá-lo, a mente brilhante e inventiva era o diretor técnico e de produção (aqui com o nome fictício de Jorge). Eu era a responsável por planejar, organizar e vender a ideia do Jorge, que é extremamente inovador de um lado e, desorganizado, caótico e pouco metódico de outro. Como extrair a informação de que precisava do Jorge? De que maneira obter as diretrizes que eu precisava para o projeto, se o Jorge nem conseguia “parar quieto” para uma reunião de 15 minutos?

Pelo título do post fica fácil de responder, né?! É isso mesmo, aplicando o coaching para estruturar as ideias do Jorge e obter uma trilha para que eu pudesse detalhar o projeto e encaminhá-lo. E isso em “doses homeopáticas” para não chocá-lo e afastá-lo de vez. Utilizei perguntas como:

  • O que você enxerga ao final deste projeto?
  • Que produto ou produtos teremos?
  • Em que estágio de desenvolvimento estará cada um dos produtos baseados nesta tecnologia?
  • Qual é o primeiro produto que a área de marketing deve focar?
  • Quais os profissionais ideais para esse projeto?
  • Quais os outros recursos e componentes que precisaremos?
  • Quanto tempo você enxerga que esta etapa precisa para ficar pronta?

Ressalto que essas perguntas foram em momentos distintos, experimentei fazer mais de duas perguntas em seguida e, logo levei um “corte”, hehehe… No decorrer do processo, eu pedi também pra ver como estavam as atividades que ele já estava fazendo, o que ele tinha conseguido fazer de novo ou que descobertas teve com determinado teste. Tais demonstrações serviram como checagem de estágio de desenvolvimento, aferição de bugs, problemas, imprevistos, etc., para contemplar esses “desvios” no planejamento.

Confesso que o desafio de obter as informações do Jorge foi vencido por meio do coaching já na elaboração do projeto. Quem dirá na própria execução… Mas, isso é assunto para uma outra conversa ;)

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